quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Outono


Gosto dos dias de chuva como moro num r/c ela bate

com força no chão do quintal apesar de dias cinzentos, é bom estar a ouvir a  música que cai do céu regando a terra.

Recordo quando era miúda me sentar á porta de casa de sombrinha

aberta para sentir a chuva.

Estes últimos anos passaram rápidos não tarda o inverno e o frio.

Vou aproveitar este outono ainda agradável.

 

        Manuela

 

sábado, 6 de outubro de 2012

Desespero.


protesto pela situação actual!
 Haja FIRMEZA ...!!!...
 
Firmeza
 
 
Sem frases de desânimo,
 Nem complicações de alma,
 Que o teu corpo agora fale,
 Presente e seguro do que vale.
Pedra em que a vida se alicerça,
 Argamassa e nervo,
 Pega-lhe como um senhor
 E nunca como um servo.
 
Não seja o travor das lágrimas
 Capaz de embargar-te a voz;
 Que a boca a sorrir não mate
 Nos lábios o brado de combate.
 
Olha que a vida nos acena
 Para além da luta.
 Canta os sonhos com que esperas,
 Que o espelho da vida nos escuta.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro


As comemorações dos 102 anos da implantação da República, dia que deixará de ser ferido nacional,que já estavam a gerar polémica, dado o caráter particular que lhe foi conferido por uma cerimónia à porta fechada, ficaram ainda marcadas por um protesto de duas mulheres, no Pátio da Galé.
Ainda no final do discurso de Cavaco Silva, uma mulher, que se encontrava no fundo da sala, começou a protestar dizendo que lhe faltava dinheiro, medicamentos, assistência social e que queria falar com algumas das entidades presentes.
A mulher de 57 anos dizia-se desesperada com a sua situação de pensionista com 227 euros por mês e que já estaria na miséria completa senão fosse o filho. "As pessoas têm de começar a gritar, as pessoas têm de começar a falar. Tudo isto é um disparate, com esta gente aqui cheia de dinheiro", gritava quando a segurança a tentava por fora da sala.
Entretanto, irrompe pela sala a cantora líria Ana Maria Pinto a cantar a música "Firmeza" de Lopes-Graça, com um poema Bde José João Cochofel, terminando com uma grande salva de palmas, parecendo até que a sua intervenção fazia parte do programa das comemorações.
"O meu dever cívico é não cooperar, é resistir. Canto pela alma de Portugal", disse a cantora ao Expresso.
"Canção para Fernando Lopes-Graça pôr em música", assim se chama a letra que Cochofel escreveu e que Ana Maria Pinto escolheu para cantar no Pátio da Galé, onde, quase em privado, se assinalava o dia em que a República foi implantada em Portugal, no ano de 1910.
"Não seja o travor das lágrimas/capaz de embargar-te a voz;/que a boca a sorrir não mate/nos lábios o brado de combate./Olha que a vida nos acena para além da luta./Canta os sonhos com que esperas,/que o espelho da vida nos escuta", é o poema que Cavaco Silva não ouviu, por já ter saído por um das portas laterais.