domingo, 30 de dezembro de 2012

Final do Ano

EUGÉNIO DE ANDRADE, in PRIMEIROS POEMAS (1977, 10ª ed., Limiar, 2000 )

... QUASE NADA

O amor
é uma ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.

Mais um ano que rapidamente chega ao fim, particularmente não me posso queixar mas sinto há minha volta a descrença dos desempregados e dos jovens sem futuro um 2013 que não promete nada de novo a não ser mais do mesmo para pior

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Por do Sol


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, in DIA DO MAR (1947), in OBRA POÉTICA (Caminho, 2010)
 
MAR SONORO
 
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
 A tua beleza aumenta quando estamos sós
 E tão fundo intimamente a tua voz
 Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
 Que momentos há em que suponho
 Seres um milagre criado só para mim.
 
A poesia e o mar era em Sophia  a maneira de viver tal como ela o mar faz parte da minha caminha-da é uma despedida, ao encontro de um outro mundo de paz .

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Mais um Natal

É Natal, nunca estive tão só.
 Nem sequer neva como nos versos
 do Pessoa ou nos bosques
 da Nova Inglaterra.
 Deixo os olhos correr
 entre o fulgor dos cravos
 e os diospiros ardendo na sombra.
 Quem assim tem o verão
 dentro de casa
 não devia queixar-se de estar só,
 não devia.
 
 
 
Eugénio de Andrade
 
Neste Natal em que a triteza dos que partiram é mais presente o mar é um refuzio, que sempre me acalma e anima com a sua beleza .

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Pai Natal

Natal dos anos quarenta
Não me lembra de árvore de natal e muito menos de iluminação nas ruas, a luz era só nas cidades por aqui em algumas casas até havia mas era uma minoria com orário restrito os candeeiros a petróleo também era pouco tempo havia racionamento para tudo.
Mas recordo a noite de Natal as filhos a chaminé muito caiada onde ia por o sapatinho eu que tinha sorte de os ter a maioria das crianças andavam descalças essas talvez nem soubessem que era Natal foram tempos difíceis era o final guerra os meninos iam de madrugada para a porta da padaria para conseguir um quarto dum pão eram casais com muitos filhos e sem comida para lhes dar certamente o Pai Natal não descia nas suas chaminés.
Foram outros tempos espero não voltem
 Manuela Mergulhão

domingo, 16 de dezembro de 2012

Natal

Esta data que recorda o nascimento de Jesus vem a noticia de mais esta chacina de mais vinte crianças e seis adultos.
Que Deus dê força para ultrapassar a dor.
 
Quando escolas, hospitais, parques, metrôs, ônibus lotados de crianças e de pessoas indefesas são exterminadas, é tempo de lembrar a catequese
do perdão , mas também a catequese da justiça. Percorra os salmos e os profetas e Jesus e perceberá o que está reservado para mexe com os indefesos. Enquanto não acharmos um jeito de controlar a droga, a corrupção, o fanatismo e um jeito de tratar os gravemente desajustados  nenhum Estado e nenhuma religião deveriam encher estádios para se proclamarem salvos. Perdemos o controle do dialogo. E sem ele o mundo não se salvará. É eu demais, e nós de menos na sociedade. A alteridade foi derrotada pelo salve-se quem puder. Quem se ama demais, não ama. Oremos outra vez pelos países armados. Falam em milhões de armas. Junto mais com toneladas de droga e outro tanto de dinheiro sujo, nós religiosos temos muito que fazer além de orar e passar mensagens. Precisamos de milhares de pontos de ?????? Para onde estamos indo?
 
PADRE ZEZINHO SCJ

domingo, 18 de novembro de 2012

Como viver a palavra de Deus
Seguir o evangelho amar como Jesus amou
Não fazer aos outros o que não gostamos que nos façam a nós
Deus não nos dá um catálogo para escolher o que devemos ou
Não fazer nós é que temos de saber o que deveremos e pudemos .
Temos que o fazer á luz do coração.
 
A Palavra de Vida deste mês ajuda-nos a seguir Jesus no comentário
De Chiara Lubich
         Manuela


sábado, 17 de novembro de 2012

Pégadas.

Nada na vida se leva além de lembranças. Nada na vida se deixa além de pegadas."

Pegadas são marcas que deixamos por onde passamos. Ficam nos lugares, ficam nas pessoas, ficam no coração.


Fica gravado, tal como ficou nos que  amámos e já partiram e nos esperam .


Este é o nosso tempo saibamos aproveitá-lo

                    Manuela

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A tosquia


O bom pastor é aquele que tosquia as ovelhas, não o que lhes arranca a pele."- Tibério (Imperador Romano

Acerca de ovelhas recuei á infância,  para recordar a tosquia, método usado na época.

De manha muito cedo o pastor encaminhava o rebanho até á praia cerca de quatro km,

As ovelhas entravam no mar aí eram lavadas para serem tosquiadas Quando regressavam a casa não pareciam as mesmas 
      Manuela

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Pão por Deus

PÃO... POR DEUS
 
No primeiro dia do mês de Novembro
 
 As crianças pobres, pediam os "Bolinhos"
 Faziam-no "em honra de todos os Santinhos"
 Era assim na minha infância... aqui o relembro.
 
Recordo... e como isso me fascina!
 As crianças passando de saquito na mão
 Esperando receber... um doce... um tostão
 Em troca dos gritos da malta franzina.
 
Que, acreditando, de todo o coração
 No acto Divino do repartir do Pão
 - Naquela idade não havia ateus! -
 
Em magotes passavam, de risos nas caras
 Inocência e Fé - cada vez mais raras -
 Pão por Deus! Pão por Deus! Pão por Deus!
 
Do Livro: Patranhas 100 Poesia - Joaquim de Lisboa
 
 
 

Hoje dia de Pão por Deus tudo continua igual a diferença muito menos crianças.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Outono


Gosto dos dias de chuva como moro num r/c ela bate

com força no chão do quintal apesar de dias cinzentos, é bom estar a ouvir a  música que cai do céu regando a terra.

Recordo quando era miúda me sentar á porta de casa de sombrinha

aberta para sentir a chuva.

Estes últimos anos passaram rápidos não tarda o inverno e o frio.

Vou aproveitar este outono ainda agradável.

 

        Manuela

 

sábado, 6 de outubro de 2012

Desespero.


protesto pela situação actual!
 Haja FIRMEZA ...!!!...
 
Firmeza
 
 
Sem frases de desânimo,
 Nem complicações de alma,
 Que o teu corpo agora fale,
 Presente e seguro do que vale.
Pedra em que a vida se alicerça,
 Argamassa e nervo,
 Pega-lhe como um senhor
 E nunca como um servo.
 
Não seja o travor das lágrimas
 Capaz de embargar-te a voz;
 Que a boca a sorrir não mate
 Nos lábios o brado de combate.
 
Olha que a vida nos acena
 Para além da luta.
 Canta os sonhos com que esperas,
 Que o espelho da vida nos escuta.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro


As comemorações dos 102 anos da implantação da República, dia que deixará de ser ferido nacional,que já estavam a gerar polémica, dado o caráter particular que lhe foi conferido por uma cerimónia à porta fechada, ficaram ainda marcadas por um protesto de duas mulheres, no Pátio da Galé.
Ainda no final do discurso de Cavaco Silva, uma mulher, que se encontrava no fundo da sala, começou a protestar dizendo que lhe faltava dinheiro, medicamentos, assistência social e que queria falar com algumas das entidades presentes.
A mulher de 57 anos dizia-se desesperada com a sua situação de pensionista com 227 euros por mês e que já estaria na miséria completa senão fosse o filho. "As pessoas têm de começar a gritar, as pessoas têm de começar a falar. Tudo isto é um disparate, com esta gente aqui cheia de dinheiro", gritava quando a segurança a tentava por fora da sala.
Entretanto, irrompe pela sala a cantora líria Ana Maria Pinto a cantar a música "Firmeza" de Lopes-Graça, com um poema Bde José João Cochofel, terminando com uma grande salva de palmas, parecendo até que a sua intervenção fazia parte do programa das comemorações.
"O meu dever cívico é não cooperar, é resistir. Canto pela alma de Portugal", disse a cantora ao Expresso.
"Canção para Fernando Lopes-Graça pôr em música", assim se chama a letra que Cochofel escreveu e que Ana Maria Pinto escolheu para cantar no Pátio da Galé, onde, quase em privado, se assinalava o dia em que a República foi implantada em Portugal, no ano de 1910.
"Não seja o travor das lágrimas/capaz de embargar-te a voz;/que a boca a sorrir não mate/nos lábios o brado de combate./Olha que a vida nos acena para além da luta./Canta os sonhos com que esperas,/que o espelho da vida nos escuta", é o poema que Cavaco Silva não ouviu, por já ter saído por um das portas laterais.

sábado, 29 de setembro de 2012

Recordando

Eu e a minha irmã.
 
 
Tantos anos passados, das nossas vidas separadas, tão pequeninas,
não me lembra de termos brincado ,nunca soube do que gostavas ,o que te fazia
rir ou chorar, duas meninas que mal se conheciam.
Este foi o tempo do antigo regime, a guerra, a fome fizeram o resto, famílias separadas
com tuberculose.,em que iam morrendo os filhos, ou os pais o desemprego, comida racionada, fazia o resto, as crianças era separadas ,para escapar alguma,
 foi o que nos aconteceu .
Olhando hoje para a crise no nosso país e não só; por agora ainda não se compara, não temos guerra,
as famílias são pequenas , há poucas crianças o que vai ser muito mau é um mundo de velhos.
Mas como irá ser o futuro desta humanidade, que futuro, os espera.?

Eugénio de Andrade

Poema à Mãe
 No mais fundo de ti,
 eu sei que traí, mãe
 
Tudo porque já não sou
 o retrato adormecido
 no fundo dos teus olhos.
 
Tudo porque tu ignoras
 que há leitos onde o frio não se demora
 
 e noites rumorosas de águas matinais.
 
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
 são duras, mãe,
 e o nosso amor é infeliz.
 
Tudo porque perdi as rosas brancas
 que apertava junto ao coração
 no retrato da moldura.
 
Se soubesses como ainda amo as rosas,
 talvez não enchesses as horas de pesadelos.
 


Poema para a Sofia Andresen

 

Não sei porque floriram no meu rosto

 os olhos e os rostos que há em ti.

 Floriram por acaso, ao sol de agosto

 sem mesmo haver agosto ou sol em mim.

 Não sei porque floriram: se o orvalho as queima

 (Ponho as mãos nos olhos para os proteger!)

 Tão estranho! florirem no meu rosto

 olhos e rostos que não posso ver.

 

(Eugénio de Andrade, Fevereiro de 1946)

 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

As primeiras chuvas

Cai a chuva da nova estação,
 calçadas vazias, molhadas,
 carros que passam apressados,
 cobrindo o asfalto de reflexos.
 São as chuvas de outono,
 encharcando a cidade.
 Debaixo dos guarda- chuvas
 as pessoas andam rápidas,
 sombras humanas abraçadas,
 enquanto folhas flutuam ao vento
 
 morrendo afogadas no chão.
 Por detrás das vidraças olhos
 acompanham sombras na névoa,
 chuva e outono adentram a janela,
 enquanto na rua transeuntes anônimos
 correm para algum lugar qualquer.
 Cai uma clara chuva de outono,
 mudando as vestes, as cores,
 numa vontade de não sorrir do céu.
 Há um vento varrendo a cidade,
 ônubus lotados, trânsito engarrafado,
 Aqui dentro, um sentimento a toa,
 canta uma melodia abatida,
 inquieta chuva, vento, vida…
 
Sônia Schmorantz
 
 
 
 
 
 

Até que ELE venha .

Existem dois sentimentos que fazem parte de todo cristão verdadeiro: a saudade e a esperança. Ambos sentimentos são aumentados pelo "vazio" que existe em nossas almas, vazio este que dói quando percebemos que já não desfrutamos da maravilhosa presença de Jesus entre nós, e que aumenta mais ainda pela expectativa de nos reencontrarmos com Ele novamente.
...

Consciente desta saudade e esperança na vida do cristão, Jesus nos deixa os símbolos do seu novo testamento, da sua nova aliança, a Ceia do Senhor, para que a realizemos em sua memória. Em outras palavras, ao instituir a Ceia Jesus deseja que estejamos sempre nos lembrando dEle (saudades) e que não venhamos a desistir ou desanimar por esperar (esperança), pois certamente Jesus voltará! E assim, participando da Ceia do Senhor, mantemos nossas lâmpadas cheias de óleo, até que Ele venha!

SOLUS CHRISTUS

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

São Mateus

Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e trabalhava como coletor de impostos em Cafarnaum, na Palestina. Quando ouviu a Palavra de Jesus: "Segue-me" deixou tudo imediatamente, pondo de lado a vida ligada ao dinheiro e ao poder para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã!
 
Mateus era um rico coletor de impostos e respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. Encontramos no Evangelho de São Lucas a pessoa de Mateus que prepara e convida o Mestre para a grande festa de despedida em sua casa. Assim, uma numerosa multidão de publicanos e outros tantos condenados aos olhos do povo, sentaram-se à mesa com ele e com Àquele que veio, não para os sãos, mas sim para os doentes; não para os justos, mas para os pecadores. Chamando-os à conversão e à vida nova.
 
 
Por isso tocado pela misericórdia Daquele a quem olhou e amou, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro fazendo o bem.
 
É no Evangelho de Mateus que contemplamos mais amplamente trechos referentes ao uso do dinheiro, tais como:
"Não ajunteis para vós, tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem." e ainda:"Não podeis servir a Deus e ao dinheiro."
 
ComEste apóstolo a quem festejamos hoje com toda a Igreja, cujo significado do nome é Dom de Deus, ficou conhecido no Cristianismo nem tanto pela sua obra missionária no Oriente, mas sim pelo Evangelho que guiado pelo carisma extraordinário da inspiração pôde escrever, entre 80-90 na Síria e Palestina, grande parte da vida e ensinamentos de Jesus. Celebramos também seu martírio que acabou fechando com a palma da vitória o testemunho deste apóstolo, santo e evangelista.

São Mateus, rogai por nós!
Judas, porém, ficou o encargo de "caixa" da pequena comunidade apostólica que Jesus formava com os seus. Mateus deixa todo seu dinheiro para seguir a Jesus, e Judas, ao contrário, trai Jesus por trinta moedas!

Senhor nosso Deus, que, na vossa infinita misericórdia,

escolhestes o publicano Mateus para vosso Apóstolo,

concedei-nos que, ajudados pelo seu exemplo e intercessão,

Vos sigamos fielmente

e nos entreguemos a Vós de todo o coração.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo AMEM

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Capela de São Macário


Este ano não vou ás termas de S Pedro do Sul o meu problema de saúde assim me obriga .
Alem dos tratamentos as férias eram  agradáveis, setembro é um mês animado á noite
á baile que a minha amiga Natália tanto gosta, e as encenações da vindima, a desfolhada
que dá direito ao milho rei, os filmes na belíssima sala Rainha Dona Amélia eram giros
se fecharmos os olhos ,pudemos imaginá-la com os filhos crianças, em férias.
Subindo e discendo ,a escada em caracol, ao cimo do qual tem  a sua fotografia
tal como eu! ela também gostaria de lá estar.
Tem  a Serra do Maciço da Gralheira onde fica S Macário com uma pequena  ermida onde viveu e morreu, o santo do mesmo nome
Esta pequena Capela que conheço construída em 1769 pelo Abade   Dr.  João de Melo Abreu Falcão .
Foi edificada junto á gruta onde segundo a tradição teria vivido S Macário. Ao lado, foi igualmente construída
A casa para um eremitão.
Da Capela passa-se através de uma galeria natural para a gruta onde está o Nicho com São Macário
em atitude penitente.
Conta a lenda que Macário estando no campo a trabalhar, ouviu uma voz a dizer-lhe ! a tua mulher está
deitada com outro  deixando trabalho e levando a enxada foi a casa na sua cama estavam deitados os pais
que vinham visitar ,cego de ciúmes matou os dois, só quando viu a mulher que tinha ido á fonte
viu o que tinha acabado por fazer.
A partir desse dia acabou por se isolar na serra até morrer .
         
 Manuela

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Bairro São Françisco de Assis

A Joaquina .
Conheco- á anos mas só este ano létivo de 2011. 2012 na Academia
Sénior tivemos convívio, andamos ambas na aula de desenho,e foi aí que ao ouvi-la,
converçar:(vou encinar as crianças )é que me despertou alguma curiosidade.
Nestes últimos dias tenho pensado muito no bairro onde vive,e nas conversas
nas aulas sobre as (suas crianças ) ela é solteira e não tem filhos, foi uma maneira
carinhosa de falar nas crianças do bairro,que é social por isso de poucas poses.
Resolvi ir até lá,estava um grupo de jovens voluntários salesianos entre eles um sacerdote, tinham
uma tenda ensinando as crianças a fazer bijutarias desenhar e fazer recortes
também encenavam parábolas, cantos e danças ao todo vivem lá vinte seis crianças
aqueles voluntários,estiveram cerca de uma semana.,
 
O bairro tem vinte e três(fogos) de férias as crianças não tem onde ocupar o tempo.
A Joaquina ! na minha maneira de pensar é como os olhos de Deus ali no bairro, ela sempre
Poderá  ir dando uma ajuda aconselhando no dia a dia, aqueles casais ou ás crianças
O bairro tem uma vista bonita, mas apesar de estar perto da Lourinhã nem uma indicação tem a indicar
o caminho;. é como não exista .
 
                   Manuela