sábado, 29 de setembro de 2012

Recordando

Eu e a minha irmã.
 
 
Tantos anos passados, das nossas vidas separadas, tão pequeninas,
não me lembra de termos brincado ,nunca soube do que gostavas ,o que te fazia
rir ou chorar, duas meninas que mal se conheciam.
Este foi o tempo do antigo regime, a guerra, a fome fizeram o resto, famílias separadas
com tuberculose.,em que iam morrendo os filhos, ou os pais o desemprego, comida racionada, fazia o resto, as crianças era separadas ,para escapar alguma,
 foi o que nos aconteceu .
Olhando hoje para a crise no nosso país e não só; por agora ainda não se compara, não temos guerra,
as famílias são pequenas , há poucas crianças o que vai ser muito mau é um mundo de velhos.
Mas como irá ser o futuro desta humanidade, que futuro, os espera.?

Eugénio de Andrade

Poema à Mãe
 No mais fundo de ti,
 eu sei que traí, mãe
 
Tudo porque já não sou
 o retrato adormecido
 no fundo dos teus olhos.
 
Tudo porque tu ignoras
 que há leitos onde o frio não se demora
 
 e noites rumorosas de águas matinais.
 
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
 são duras, mãe,
 e o nosso amor é infeliz.
 
Tudo porque perdi as rosas brancas
 que apertava junto ao coração
 no retrato da moldura.
 
Se soubesses como ainda amo as rosas,
 talvez não enchesses as horas de pesadelos.
 


Poema para a Sofia Andresen

 

Não sei porque floriram no meu rosto

 os olhos e os rostos que há em ti.

 Floriram por acaso, ao sol de agosto

 sem mesmo haver agosto ou sol em mim.

 Não sei porque floriram: se o orvalho as queima

 (Ponho as mãos nos olhos para os proteger!)

 Tão estranho! florirem no meu rosto

 olhos e rostos que não posso ver.

 

(Eugénio de Andrade, Fevereiro de 1946)

 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

As primeiras chuvas

Cai a chuva da nova estação,
 calçadas vazias, molhadas,
 carros que passam apressados,
 cobrindo o asfalto de reflexos.
 São as chuvas de outono,
 encharcando a cidade.
 Debaixo dos guarda- chuvas
 as pessoas andam rápidas,
 sombras humanas abraçadas,
 enquanto folhas flutuam ao vento
 
 morrendo afogadas no chão.
 Por detrás das vidraças olhos
 acompanham sombras na névoa,
 chuva e outono adentram a janela,
 enquanto na rua transeuntes anônimos
 correm para algum lugar qualquer.
 Cai uma clara chuva de outono,
 mudando as vestes, as cores,
 numa vontade de não sorrir do céu.
 Há um vento varrendo a cidade,
 ônubus lotados, trânsito engarrafado,
 Aqui dentro, um sentimento a toa,
 canta uma melodia abatida,
 inquieta chuva, vento, vida…
 
Sônia Schmorantz
 
 
 
 
 
 

Até que ELE venha .

Existem dois sentimentos que fazem parte de todo cristão verdadeiro: a saudade e a esperança. Ambos sentimentos são aumentados pelo "vazio" que existe em nossas almas, vazio este que dói quando percebemos que já não desfrutamos da maravilhosa presença de Jesus entre nós, e que aumenta mais ainda pela expectativa de nos reencontrarmos com Ele novamente.
...

Consciente desta saudade e esperança na vida do cristão, Jesus nos deixa os símbolos do seu novo testamento, da sua nova aliança, a Ceia do Senhor, para que a realizemos em sua memória. Em outras palavras, ao instituir a Ceia Jesus deseja que estejamos sempre nos lembrando dEle (saudades) e que não venhamos a desistir ou desanimar por esperar (esperança), pois certamente Jesus voltará! E assim, participando da Ceia do Senhor, mantemos nossas lâmpadas cheias de óleo, até que Ele venha!

SOLUS CHRISTUS

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

São Mateus

Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e trabalhava como coletor de impostos em Cafarnaum, na Palestina. Quando ouviu a Palavra de Jesus: "Segue-me" deixou tudo imediatamente, pondo de lado a vida ligada ao dinheiro e ao poder para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã!
 
Mateus era um rico coletor de impostos e respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. Encontramos no Evangelho de São Lucas a pessoa de Mateus que prepara e convida o Mestre para a grande festa de despedida em sua casa. Assim, uma numerosa multidão de publicanos e outros tantos condenados aos olhos do povo, sentaram-se à mesa com ele e com Àquele que veio, não para os sãos, mas sim para os doentes; não para os justos, mas para os pecadores. Chamando-os à conversão e à vida nova.
 
 
Por isso tocado pela misericórdia Daquele a quem olhou e amou, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro fazendo o bem.
 
É no Evangelho de Mateus que contemplamos mais amplamente trechos referentes ao uso do dinheiro, tais como:
"Não ajunteis para vós, tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem." e ainda:"Não podeis servir a Deus e ao dinheiro."
 
ComEste apóstolo a quem festejamos hoje com toda a Igreja, cujo significado do nome é Dom de Deus, ficou conhecido no Cristianismo nem tanto pela sua obra missionária no Oriente, mas sim pelo Evangelho que guiado pelo carisma extraordinário da inspiração pôde escrever, entre 80-90 na Síria e Palestina, grande parte da vida e ensinamentos de Jesus. Celebramos também seu martírio que acabou fechando com a palma da vitória o testemunho deste apóstolo, santo e evangelista.

São Mateus, rogai por nós!
Judas, porém, ficou o encargo de "caixa" da pequena comunidade apostólica que Jesus formava com os seus. Mateus deixa todo seu dinheiro para seguir a Jesus, e Judas, ao contrário, trai Jesus por trinta moedas!

Senhor nosso Deus, que, na vossa infinita misericórdia,

escolhestes o publicano Mateus para vosso Apóstolo,

concedei-nos que, ajudados pelo seu exemplo e intercessão,

Vos sigamos fielmente

e nos entreguemos a Vós de todo o coração.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo AMEM

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Capela de São Macário


Este ano não vou ás termas de S Pedro do Sul o meu problema de saúde assim me obriga .
Alem dos tratamentos as férias eram  agradáveis, setembro é um mês animado á noite
á baile que a minha amiga Natália tanto gosta, e as encenações da vindima, a desfolhada
que dá direito ao milho rei, os filmes na belíssima sala Rainha Dona Amélia eram giros
se fecharmos os olhos ,pudemos imaginá-la com os filhos crianças, em férias.
Subindo e discendo ,a escada em caracol, ao cimo do qual tem  a sua fotografia
tal como eu! ela também gostaria de lá estar.
Tem  a Serra do Maciço da Gralheira onde fica S Macário com uma pequena  ermida onde viveu e morreu, o santo do mesmo nome
Esta pequena Capela que conheço construída em 1769 pelo Abade   Dr.  João de Melo Abreu Falcão .
Foi edificada junto á gruta onde segundo a tradição teria vivido S Macário. Ao lado, foi igualmente construída
A casa para um eremitão.
Da Capela passa-se através de uma galeria natural para a gruta onde está o Nicho com São Macário
em atitude penitente.
Conta a lenda que Macário estando no campo a trabalhar, ouviu uma voz a dizer-lhe ! a tua mulher está
deitada com outro  deixando trabalho e levando a enxada foi a casa na sua cama estavam deitados os pais
que vinham visitar ,cego de ciúmes matou os dois, só quando viu a mulher que tinha ido á fonte
viu o que tinha acabado por fazer.
A partir desse dia acabou por se isolar na serra até morrer .
         
 Manuela

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Bairro São Françisco de Assis

A Joaquina .
Conheco- á anos mas só este ano létivo de 2011. 2012 na Academia
Sénior tivemos convívio, andamos ambas na aula de desenho,e foi aí que ao ouvi-la,
converçar:(vou encinar as crianças )é que me despertou alguma curiosidade.
Nestes últimos dias tenho pensado muito no bairro onde vive,e nas conversas
nas aulas sobre as (suas crianças ) ela é solteira e não tem filhos, foi uma maneira
carinhosa de falar nas crianças do bairro,que é social por isso de poucas poses.
Resolvi ir até lá,estava um grupo de jovens voluntários salesianos entre eles um sacerdote, tinham
uma tenda ensinando as crianças a fazer bijutarias desenhar e fazer recortes
também encenavam parábolas, cantos e danças ao todo vivem lá vinte seis crianças
aqueles voluntários,estiveram cerca de uma semana.,
 
O bairro tem vinte e três(fogos) de férias as crianças não tem onde ocupar o tempo.
A Joaquina ! na minha maneira de pensar é como os olhos de Deus ali no bairro, ela sempre
Poderá  ir dando uma ajuda aconselhando no dia a dia, aqueles casais ou ás crianças
O bairro tem uma vista bonita, mas apesar de estar perto da Lourinhã nem uma indicação tem a indicar
o caminho;. é como não exista .
 
                   Manuela

 


Academia Sénior

A minha escola
Este é meu terceiro ano létivo, vou por o convívio pois quando se chega á minha idade
É  o que conta. Gosto das minhas colegas, com algumas faço amizades e se não voltam
Por qualquer razão ficamos tristes.
Do que aprendi que muito me orgulho, foi a informática comecei do zero
Nem no rato sabia pegar tive um belíssimo professor e com muita força de vontade consigo o que nunca
Pensei aprender
Temos a professora de português uma senhora alegre bem disposta fui para a sua aula por os erros
para ver se conseguir deixar de os dar 
Os nossos professores e temos de muitas disciplinas, também eles na reforma, se animam
Dando de si os seus muitos conhecimentos
,     Manuela
A

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ficou entre nós

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, in POESIA (1944), in OBRA POÉTICA (Caminho, 2010)
 
 
Senhor se eu me engano e minto,
 Se aquilo a que chamei a vossa verdade
 É apenas um novo caminho da vaidade,
 Se a plenitude imensa que em mim sinto,
 Se a harmonia de tudo a transbordar,
 Se a sensação de força e de pureza
 São a literatura alheia e o meu bem-estar,
 Se me enganei na minha única certeza,
 Mandai os vossos anjos rasgar
 Em pedaços o meu ser
 E que eu vá abandonada
 Pelos caminhos a sofrer.

domingo, 2 de setembro de 2012

Um mistério a vida

Um mistério! a vida, todos nós que no dia a dia de trabalho de tempos difíceis
Nem se pensava a época era outra vivíamos longe da realidade.
Os anos levaram-nos  a juventude mas ficou a sabedoria, da luta e do trabalho.
Hoje há tempo de pensar mas fica a incerteza de tudo.
 
Porquê  como cá aparece-mos, por onde andamos enquanto dormimos?
E quando partir-mos, como será ,Um enorme mistério por mais sábios que meditem
Nunca chegam a nenhuma conclusão fica o vazio da certeza de nada.
Tal como o velho ditado quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha.
        Manuela