sábado, 29 de março de 2014

Envelhecemos

Envelhecemos!
 
 Envelhecemos, quando aqueles que estão ao nosso redor são cada vez menos, e aqueles que partiram são cada vez mais.
 Envelhecemos, quando os lugares na mesa da vida vão ficando vazios e sabemos, por fim, já não existir ninguém para os ocupar dignamente.
 Envelhecemos, quando somamos mais memórias que esperanças, e mais recordações que sonhos.
 Envelhecemos quando nos descobrimos fragmentados, pois aqueles que partem não vão sós, levam com eles um pedaço irrecuperável de nós!
 
 Teresa Afonso
 

Lindo poema de Miguel Torga neste DIA MUNDIAL DA POESIA

Quase um Poema de Amor
"Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor....
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.

Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo
um poema de amor."

quinta-feira, 27 de março de 2014

Paimogo praia que o vio crescer

melhor baía do Mundo – PAIMOGO!
 
 Uma baía que tem “passado” de geração em geração, desde os meus avós aos meus pais e a mim.
 Desde que me conheço que aqui venho.
 A maior lembrança que tenho desta baía é quando passava férias como os meus avós paternos e quando estes me levavam à pesca na altura da lua cheia ou lua nova, pois nessas alturas a maré é maior, ou seja, vaza muito mais sendo assim possível chegar às melhor covas de navalheiras, polvos, safios e cabozes.
 O ritual era fantástico, na véspera da pescaria após o jantar era hora dos meus avós preparem as jangadas, há quem lhe chame caniço, mas na verdade era uma vara de Vime seca que na ponta se colocava uma rede de pesca com uma sardinha (a arte estava na colocação dessa rede e da própria sardinha, mas já não me lembro de pormenores). Era necessário verificar os camaroeiros para ver se não havia buracos na rede e colocar agarrado ao mesmo um bicheiro (um pau que na ponta tinha um gancho, não fosse aparecer um polvo dos grandes que não desse para apanhar à mão).
 
 No dia seguinte a alvorada era conforme o horário da maré, pois era importante começar a pescar 2h horas antes da maré estar totalmente vazia e apanhar ainda uma horas do encher da mesma, mas normalmente era bastante cedo

quarta-feira, 26 de março de 2014

A história e os pasteis da minha bela cidade

Tenho saudades da minha bela cidade com seculos de historia que agora tem os alma-das que ainda não provei ,
 
 

Os Pastéis de Al-Madan existem há cerca de duas décadas e fazem parte da nova Doçaria Tradicional Portuguesa e são o que de melhor podemos encontrar na riquíssima história da cidade de Almada cuja fundação se perde na memória do tempo e que herdou o nome do topónimo árabe Al-madan, ou “a mina de ouro” porque aqui se explorava o ouro, nas areias do Tejo e na conhecida mina da Adiça.

 A arqueologia tem posto a descoberto importantes documentos que dão a conhecer a ocupação humana de Almada, desde o Calcolítico, 3000 anos antes de Cristo, até aos nossos dias; cinco mil anos de História onde se inserem vários povos, nomeadamente Fenícios, Romanos e Muçulmanos, com as mais diversas culturas e formas de vida que, forçosamente, se reflectem na gastronomia tradicional.

 Envolvida pelo Tejo e pelas lindas praias do Atlântico, alcantilada sobre as falésias sobranceiras a fazer inveja à capital do reino, Almada sempre se evidenciou como entreposto privilegiado para o abastecimento da cidade de Lisboa em que os portos de Cacilhas e de Porto Brandão desempenharam um papel preponderante.

 Como um soldado na linha da frente, Almada sempre marcou presença nos momentos decisivos da História de Portugal, distinguindo-se, quer nas lutas contra o domínio estrangeiro quando a nossa soberania era ameaçada, quer pela liberdade e cidadania do seu povo, escrevendo gloriosas páginas na História de Portugal.

 Durante a Idade Média e até ao fim da segunda metade do séc.XIX, a doçaria esteve confinada aos mosteiros e conventos pelo que se mantinha absoluto secretismo à volta desta arte.

 Com a extinção das ordens religiosas assistiu-se à venda das receitas da doçaria a uma burguesia comercial, e à divulgação dos segredos dos doces conventuais.

 Os movimentos migratórios que se verificaram do Algarve, do Alentejo, das Beiras e de outros locais em direcção à grande cidade, trouxeram as tradições da gastronomia e da doçaria para as terras de acolhimento.

 Almada, em situação priveligiada para acolher e fixar, as populações em movimento, beneficiou dos saberes algarvios, ovarinos, beirões… que recriaram, agora na terra adoptiva, as tradições das suas origens.

 

 

A MELTEJO como uma ponte a ligar as margens do tempo aos lugares de eleição, juntou os melhores sabores dos saberes ancestrais, e criou os Pastéis de Al-Madan, verdadeiro tesouro da doçaria tradicional, agora à sua espera.


segunda-feira, 24 de março de 2014

A partir de hoje

partir de hoje, Olharei as coisas com amor e renascerei... Amarei o sol, pois aquece meu corpo... No entanto, amarei a chuva, pois purifica o meu espírito... Amarei a luz, pois me mostra o caminho... Amarei também a escuridão, pois me faz ver as estrelas... Receberei a felicidade, que engrandece meu coração, mas tolerarei a tristeza, pois abre minha alma... Receberei as recompensas pois elas me pertencem, mas também aceitarei de bom grado os obstáculos, pois eles são os meus desafios... A partir de hoje, Olharei as coisas com amor e renascerei...
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

A primavera

Começa hoje a primavera mas o sol hoje não quer aparecer ao contrario de estes últimos dias que já dava vontade de ir para a rua aproveitar o bom tempo depois de um inverno tão rigoroso.
Para animar o dia aqui vai o meu ultimo trabalho-
As papoilas, os campos vão ficar lindos como em todas as primaveras
Manuela
 


quarta-feira, 19 de março de 2014

A partida de Dom Jose Pelicarpo


Também assim lhe quero prestar a justíssima homenagem que a tantos títulos merece: pela entrega total aos sucessivos ministérios que lhe foram confiados na Igreja particular e na Igreja universal; pela grande lucidez com que sempre leu os sinais dos tempos que viveu e nos ajudou a viver, na melhor lição do Concílio Vaticano II; pela grande bondade com que acompanhou o clero e os fiéis, constantemente pai, irmão e amigo. - Todos manteremos viva a sua herança pastoral!
Palavras de D Manuel Clemente
13-3-2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

A ida ao Museu ficara na nossa memória

O proprietário da Casa dos Patudos em Alpiarça nasceu na Golegã em 1858, tendo falecido em Alpiarça em 1929. Filho de lavradores abastados, aderiu ao Partido Republicano já com 50 anos de idade; na vida política, foi ministro das Finanças logo a seguir à proclamação da República e foi ele o responsável pelas reformas estruturais que viriam a conduzir à introdução do Escudo. Foi Embaixador de Portugal em Madrid; foi escolhido pelos seus pares para ser o proclamador da República, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, em 5 de Outubro de 1910. A visita à sua casa é uma viagem ao nascimento de um novo sentido de cidadania, espelhado no brilho das inúmeras obras que constituem o espólio deste Republicano. Cerâmicas e pintura de Columbano Bordalo Pinheiro, ou magnífica faiança portuguesa; arraiolos de fio de seda em tela de linho, ou alguns exemplares da mais brilhante azulejaria portuguesa, estão pontuados por originais de José Malhoa, Silva Porto ou Constantino Fernandes, numa colecção de pintura notável. Peças da Companhia das Índias surgem nesta colecção pessoal e legado inigualáveis, acompanhadas por cerâmicas Vista Alegre primitivas ou mobiliário estilo Império (francês). Embora a distribuição de electricidade só tenha chegado ao concelho mais tarde, José Relvas tinha mandado electrificar a casa, no melhor espírito da época e da reinvenção das noções de prosperidade e progresso daquele início de século. A visita é, no fundo, uma monografia íntima sobre um homem público.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Está junto de Deus

Levanta o olhar para lá das nuvens
Da tristeza e da saudade e solidão…
Verás que aquele que amas continua teu,
Porque está vivo!...
Adormeceu...
Rasga o nevoeiro denso da amargura
Com os faróis da Fé e da Esperança
E verás que aquele que amas continua teu,
Porque está vivo!...
Adormeceu…
E quando transpuseres a curva da morte
Na caminhada veloz para os céus,
Reencontrarás aquele que partiu e amas
Eternamente vivo,
Na Vida de Deus…


Os anos

O dia dos anos é sempre vivido de uma maneira diferente este ano a minha filha que outem completou cinquenta e seis apesar de os enormes
Problemas de uma separação via mais animada nem quando pegou no carro e viu que tinha um furo num pneu a desmotivou pegou no meu
E lá segui-o para casa .

segunda-feira, 10 de março de 2014

"La luz de Francisco" - Palito Ortega - Video Oficial


Momentos de poesia com as crianças a professora no cavalinho

[FECHAM-ME NA PROSA]
 
Fecham-me na Prosa -
Como quando em Menininha
Me punham de castigo -
Porque me queriam "quietinha" -
 
Quietinha! Se eles me pudessem espreitar -
E ver o meu Cérebro - sempre às voltas -
É como se tivessem fechado um Pássaro
Por Traição - mas de asas soltas -
 
Sem mais do que a vontade
E ágil como Estrela do céu
Poria fim ao seu Cativeiro -
Para rir - Tal como eu -
 
*

sexta-feira, 7 de março de 2014

Quaresma

Para te encontrares com Ele... para recuperares o teu equilibrio interior....
Três pistas te aponta a Palavra de Deus: uma partilha mais solidária, uma oração mais autentica, um uso dos consumos mais libertador."

Oração:

"Vem comigo nesta viagem, Senhor!
Fica do meu lado.
Ampara-me se desanimar nesta procura de uma fé mais alegre, de uma esperança mais resistente, de um amor

A Força Das Palavras: Feliz Dia Internacional das Mulheres!

A Força Das Palavras: Feliz Dia Internacional das Mulheres!: As mulhe res mudam o mundo. Fazem o planeta girar.  Fazem o sol se aquecer. Pois elas tem o poder.  Tem a mão de Deus em sua criação. E...

Mensagem do Papa

Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens.
Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer.
Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente.
Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade. Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas siga adiante.»

Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco

sábado, 1 de março de 2014

Separação


Há histórias reais ou ficcionadas que nos tocam particularmente. Hoje li uma crónica do escritor Tiago Rebelo sobre uma conversa entre filho e pai e vou ter o atrevimento de a recontar, correndo o risco de subtrair alguma emoção e impacto que só o autor lhe soube dar…

Pai e filho sentados num banco de jardim. O filho comendo um gelado perguntava, como se o assunto não tivesse importância:

“-Porque é que te foste embora?

-Não me fui embora, estou aqui contigo.

-Mas já não dormes lá em casa…

-Porque agora tenho outra casa, que também é tua….

-Porque é que tens outra casa?

-Porque eu e a mãe decidimos viver assim.

-E vocês nunca mais vão voltar a viver juntos?

-Não, vamos viver cada um em sua .

…………………………………………………………………….

Já não gostas da mãe?

-Gosto, mas é diferente, já não quero viver com ela e ela também já não quer viver comigo.

 -E eu vou viver com quem?

-Com os dois. Uns dias ficas com a mãe, noutros comigo.
……