terça-feira, 25 de setembro de 2012

As primeiras chuvas

Cai a chuva da nova estação,
 calçadas vazias, molhadas,
 carros que passam apressados,
 cobrindo o asfalto de reflexos.
 São as chuvas de outono,
 encharcando a cidade.
 Debaixo dos guarda- chuvas
 as pessoas andam rápidas,
 sombras humanas abraçadas,
 enquanto folhas flutuam ao vento
 
 morrendo afogadas no chão.
 Por detrás das vidraças olhos
 acompanham sombras na névoa,
 chuva e outono adentram a janela,
 enquanto na rua transeuntes anônimos
 correm para algum lugar qualquer.
 Cai uma clara chuva de outono,
 mudando as vestes, as cores,
 numa vontade de não sorrir do céu.
 Há um vento varrendo a cidade,
 ônubus lotados, trânsito engarrafado,
 Aqui dentro, um sentimento a toa,
 canta uma melodia abatida,
 inquieta chuva, vento, vida…
 
Sônia Schmorantz
 
 
 
 
 
 

1 comentário:

  1. Olá Manuela! Fiquei muito feliz com a tua honrosa visita e, principalmente, por teres te tornado seguidora do nosso humilde espaço. Isso somente aumenta a minha responsabilidade de melhorar tudo aquilo que crio e escrevo. Espero que voltes mais vezes, pois será sempre um prazer renovado. E, particularmente, aqui voltarei mais vezes, pois, além de teres um espaço interessante e bastante aconchegante, tomei a liberdade de me tornar teu seguidor, isso, até quando permitires, é claro.

    Quanto ao post, belo e profundo poema da nossa amiga Sônia.

    Beijos e ótima semana pra ti e para os teus.

    Furtado.

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