Cai a chuva da nova estação,
calçadas vazias,
molhadas,
carros que passam
apressados,
cobrindo o asfalto de
reflexos.
São as chuvas de
outono,
encharcando a cidade.
Debaixo dos guarda-
chuvas
as pessoas andam
rápidas,
sombras humanas
abraçadas,
enquanto folhas
flutuam ao vento
morrendo afogadas no
chão.
Por detrás das
vidraças olhos
acompanham sombras na
névoa,
chuva e outono
adentram a janela,
enquanto na rua
transeuntes anônimos
correm para algum
lugar qualquer.
Cai uma clara chuva
de outono,
mudando as vestes, as
cores,
numa vontade de não
sorrir do céu.
Há um vento varrendo
a cidade,
ônubus lotados,
trânsito engarrafado,
Aqui dentro, um
sentimento a toa,
canta uma melodia
abatida,
inquieta chuva,
vento, vida…
Sônia Schmorantz


Olá Manuela! Fiquei muito feliz com a tua honrosa visita e, principalmente, por teres te tornado seguidora do nosso humilde espaço. Isso somente aumenta a minha responsabilidade de melhorar tudo aquilo que crio e escrevo. Espero que voltes mais vezes, pois será sempre um prazer renovado. E, particularmente, aqui voltarei mais vezes, pois, além de teres um espaço interessante e bastante aconchegante, tomei a liberdade de me tornar teu seguidor, isso, até quando permitires, é claro.
ResponderEliminarQuanto ao post, belo e profundo poema da nossa amiga Sônia.
Beijos e ótima semana pra ti e para os teus.
Furtado.