quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Mais um Natal

É Natal, nunca estive tão só.
 Nem sequer neva como nos versos
 do Pessoa ou nos bosques
 da Nova Inglaterra.
 Deixo os olhos correr
 entre o fulgor dos cravos
 e os diospiros ardendo na sombra.
 Quem assim tem o verão
 dentro de casa
 não devia queixar-se de estar só,
 não devia.
 
 
 
Eugénio de Andrade
 
Neste Natal em que a triteza dos que partiram é mais presente o mar é um refuzio, que sempre me acalma e anima com a sua beleza .

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