quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Castelo de Almorol

História

A sua existência, embora incerta, remonta o período pré-histórico entre romano e medieval, tendo sido ocupado a partir do séc. III por Alanos e Visigodos, e por Muçulmanos a partir do séc. VIII, ao qual denominaram Al-morolan (pedra alta).

Foi conquistado em 1129 por D. Afonso Henriques e denominado Almorolan e entregue à Ordem dos Templários, encarregados do povoamento do território entre o rio Mondego e o Tejo, e da defesa da antiga capital de Portugal, Coimbra.
 
Lenda de D. Beatriz e o Moiro

Pelos séculos IX ou X, era dono do castelo um senhor Godo chamado D. Ramiro, casado e tendo uma filha única de nome Beatriz.

Valoroso soldado era, todavia, rude orgulhoso e cruel como a maioria dos senhores de sangue gótico. Ao regressar de uma das suas sortidas de guerra e orgulhoso dos seus feitos que em grande parte se cifravam em inúmeras atrocidades, encontrou já próximo do Castelo duas moiras, mãe e filha, que embora infiéis reconheceu serem lindas como sua esposa e filha, que deixara em seu solar.

Fatigado da viagem e sedento, D. Ramiro interpelou as moiras para que cedessem a água que a mais jovem transportava na bilha.

Assustada pela figura e tom de voz do feroz cavaleiro, a pequena moira deixou que a bilha se lhe escapasse das mãos e quebrando-se, perdeu o precioso líquido que D. Ramiro tanto desejava.

Encolerizado e cego de raiva, este de pronto enristou a lança e feriu as duas desgraçadas que antes de morrerem, o amaldiçoaram. E porque surgisse entretanto um pequeno moiro de 11 anos, filho e irmão das assassinadas o tornou cativo e trá-lo para o Castelo. Chegado que foi a Almourol o moço viu a mulher e a filha de D. Ramiro e jurou fazer nela a sua vingança.
 
 
Passaram anos. A castelã adoece e pouco a pouco se foi definhando até morrer, em resultado do veneno que lhe vinha ministrado o cativo agareno.

O desgosto de evento leva D. Ramiro a procurar na luta contra os infiéis, refrigério para a sua desdita e parte confiando a guarda da sua filha ao jovem mouro, que fizera seu pagem, dada a docilidade e cortesia que o mesmo sempre astuciosamente revelara. Aconteceu, porém, que os dois jovens ignorando as diferenças de condições e de crenças, em breve se enamoraram, paixão contra a qual o mancebo lutou desesperadamente mas em vão, dado que tal amor lhe impedia de consumar a sua vingança.

Mas não há bem que sempre dure e o enlevo e a felicidade dos dois jovens são desfeitos pelo regresso de D. Ramiro que se fazia acompanhar por outro castelão, a quem prometera a mão de sua filha.

O moiro, então alucinado e perdido, contou tudo a Beatriz as crueldades do pai, as promessas de vingança o envenenamento da mãe e a luta que travara entre o amor e o juramento que fizera.

Não se sabe o que se seguiu a esta confissão. Diz entretanto a lenda, que Beatriz e o moiro desapareceram sem que mais houvesse notícias deles. E D. Ramiro, cheio de remorsos e de desgosto morreu, pouco depois, ficando abandonado o Castelo, Conta a lenda que em certas noites de luar se vê o moiro abraçado a D. Beatriz e de Ramiro a seus pés, a implorar clemência sempre que o moiro solta a palavra "maldição".

Deste modo o viajante que por ali deambule, não deverá se surpreender se, em certas noites de luar, vir passar por entre as ameias as vestes brancas dos templários com a cruz de sangue sobre o peito de D. Beatriz e o moiro unidos por um abraço eterno. Talvez consiga ouvir mesmo, por entre o rumorejar das águas, os soluços de D. Ramiro.
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A chuva a bater na janela

É de chuva fria que se fazem os dias mais curtos e doridos. As noites são mais longas e parecem não acabar.

Nas janelas aquela música de um só tom, o assobio desafinado e constante do vento que passa a correr.

Pior do que não saber quando chegará o sol, é não ter a capacidade de imaginá-lo para além do céu cinzento Assim é o inverno da vida a caminhar para o fim com a certeza que irá acontecer pois tem hora marcada desde sempre.
 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Bola de Ouro

Desde o momento em que Cristiano Ronaldo ouviu o seu nome pronunciado por Pelé, as lágrimas correram-lhe pelo rosto.
Subiu as escadas, respirou fundo, e fez um discurso por entre soluços.
«Não há palavras para descrever este momento. Obrigado a todos os meus companheiros do Real Madrid, da seleção e à minha família que está aqui presente. É um orgulho enorme. Quero agradecer a todos, ao meu empresário, ao meu presidente e a todos as pessoas que estão aqui. Mencionar ainda o nome de Eusébio, e de Nélson Mandela. As pessoas que me são importantes: a minha namorada, o meu filho que me vê a ganhar a Bola de Ouro pela primeira vez. Se me esqueci de alguém peço desculpa porque estou emocionado e não me consigo lembrar de todos», declarou, tendo o filho a seu lado no palco.
Cristiano Ronaldo interrompeu, assim, a hegemonia de quatro Bolas de Ouro de Lionel Messi, e venceu, esta noite, o grande troféu que distingue o melhor jogador do mundo do ano de 2013.
O português distinguiu-se neste ano de 2013 ao marcar 69 golos, contra os 45 de Lionel Messi. CR7 já havia ganho este prémio em 2008, quando conquistou a Liga dos Campeões pelo Manchester United.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Panteão e a nossa Poetisa

A ida de Eusébio para o Panteão Nacional tem sido tema de polémicas e consensos nos últimos dias, mas antes que um dos melhores jogadores de futebol do mundo mude de morada, a poetisa Sophia de Mello Breyner vai ser transladada ainda este ano. A notícia é avançada, esta sexta-feira, pela rádio «TSF».

É uma das mais importantes poetisas portuguesas. Nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto, e morreu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Foi a primeira mulher a receber o Prémio Camões, em 1999, o mais importante prémio literário da língua portuguesa.

A família confirmou à «TSF», que foi contactada por representantes da Assembleia da República. Miguel Sousa Tavares, filho da poetisa, disse que não foram levantadas objeções e que se sentiram honrados com a distinção.

Ainda não há uma data marcada, mas tudo indica que possa acontecer em julho, altura em que se celebram dez anos sobre a sua morte. No entanto, o filho admite que gostava que acontecesse no dia 25 de abril e, dessa forma, incluir a cerimónia na celebração dos 40 anos da revolução. Recorde-se que Sophia de Mello Breyner também é conhecida como a «poetisa de abril».

Os primeiros apelos para que a poetisa fosse transladada terão surgido em 2013, escreve a «TSF». O assunto, tratado em segredo, viu chegar o acordo entre todos os partidos na última sessão legislativa de 2013.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Os Reis Magos

Esta manha de muito vento e chuva fui á cerimonia da chegada dos Reis Magos a igreja quase cheia com o Padre Paulo que toca viola e canta bem é italiano mas mal se nota pôs as crianças a cantar foi lido o evangelho e o Padre Salvatóre  no seu italiano bem arrastado tentou que as crianças falassem sobre a leitura.
O ponto alto foi a entrada dos Reis Magos com direito a perguntas das crianças.
        Manuela




quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano Novo Vida Nova

Neste primeiro dia de 2014 amanheceu chuvoso ,mas mesmo assim foi bom acordar
e agradecer a DEUS mais uma passagem de ano o que passou particularmente não
foi bom, mas mesmo assim é de agradecer as alegrias e tristezas

A beleza das rosas a animar este Ano Novo