Ninguém me
tira os silêncios, os meus silêncios
Comigo,
sozinha, nos meus sítios.
Sítios esses
que também não me tirarão nunca.
A paz, do
meu miradouro preferido, não é tributável e não há dividendos sobre a beira rio
em noites de trovoada o meu tempo a olhar para o céu.
Não me tiram
a praia e o sol e os dias de verão e a pele a escaldar. Não me tiram o
Arco-irìs nem o vento a bater-me na cara nos meus passeios e a beleza de um pôr
do Sol ao final do dia. Não , Não me tiram porque eu não deixo.

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