sexta-feira, 26 de junho de 2015

Capela S João Batista.


História

A data de edificação da Quinta da Cerca permanece ainda vaga, sabendo-se apenas que se trata de um solar típico dos séculos XVII-XVIII.

A capela terá sido construída numa fase posterior à da construção do edifício principal.

Sabe-se que o tecto da capela foi trazido da Quinta do Pombal, também em Almada, na altura em que a quinta pertencia à família Teotónio Pereira. Pensa-se que a Quinta da Cerca e o antigo Convento de S. Paulo terão sido um única propriedade, devido à proximidade dos dois edifícios e à confluência dos seus terrenos.

Durante as Invasões Francesas esta casa serviu de aquartelamento ao regimento de Junot sedeado em Almada. 

A quinta foi passando de proprietário em proprietário, até ser totalmente abandonada. Em 1974, após a revolução do 25 de Abril, a casa é ocupada por alguns serviços do Hospital de Almada, que necessitava de espaço.

Em 1988 a Casa da Cerca é comprada pela Câmara Municipal de Almada e restaurada.

A reutilização do espaço começa ainda em 1989, com a VI Festa de Teatro de Almada. Desde então todas as edições do Festival Internacional de Teatro de Almada são, anualmente, apresentadas na Casa da Cerca.

Casa da Cerca - Azulejos da Capela

Abre as portas como Centro de Arte Contemporânea em 1993, recebendo desde essa data reconhecidos artistas e exposições, de projecção nacional e internacional.

Arquitectura

A Casa da Cerca insere-se nas tradicionais quintas de recreio, tendo sido alvo de várias intervenções ao longo dos séculos cujas marcas perduram na linguagem barroca e romântica do edifício.

Pensa-se que o nome da Quinta tem a ver com a proximidade a uma das cercas da zona mais antiga de Almada, que assegurava a defesa da vila desde a Idade Média. A própria rua onde se situa o actual Centro de Arte Contemporânea chama-se Rua da Cerca e ainda são visíveis parcelas dessa “cerca”. A Quinta da Cerca prolonga-se por 14 000 m2 tendo sido, em tempos, composta por logradouro, terras de semeadura, vinhas, horta, pomar e jardim. Actualmente conserva a capela, a cisterna e arrecadação.

A Quinta da Cerca revela um modelo clássico da arquitectura civil dos séculos XVII – XVIII, através de uma planta em U, de fachadas simples e lineares, sendo este edifício considerado o maior e mais característico exemplar de arquitectura civil setecentista da cidade.

 

Pensa-se que poderá ter sido moradia de uma família da burguesia ascendente ou talvez casa de férias de uma família nobre.

 

Os azulejos que decoram a capela são setecentistas, de desenho figurativo a azul cobalto, representando a Anunciação, a Visitação, a Adoração dos Pastores, a Adoração dos Magos, s. Francisco, Stº António e o Cristo Crucificado.



 

Sem comentários:

Enviar um comentário