segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ficou entre nós

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, in POESIA (1944), in OBRA POÉTICA (Caminho, 2010)
 
 
Senhor se eu me engano e minto,
 Se aquilo a que chamei a vossa verdade
 É apenas um novo caminho da vaidade,
 Se a plenitude imensa que em mim sinto,
 Se a harmonia de tudo a transbordar,
 Se a sensação de força e de pureza
 São a literatura alheia e o meu bem-estar,
 Se me enganei na minha única certeza,
 Mandai os vossos anjos rasgar
 Em pedaços o meu ser
 E que eu vá abandonada
 Pelos caminhos a sofrer.

domingo, 2 de setembro de 2012

Um mistério a vida

Um mistério! a vida, todos nós que no dia a dia de trabalho de tempos difíceis
Nem se pensava a época era outra vivíamos longe da realidade.
Os anos levaram-nos  a juventude mas ficou a sabedoria, da luta e do trabalho.
Hoje há tempo de pensar mas fica a incerteza de tudo.
 
Porquê  como cá aparece-mos, por onde andamos enquanto dormimos?
E quando partir-mos, como será ,Um enorme mistério por mais sábios que meditem
Nunca chegam a nenhuma conclusão fica o vazio da certeza de nada.
Tal como o velho ditado quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha.
        Manuela

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Vivo a Oração Carismática.

Como entrei na Oração Carismática.1
Julgo que ninguém entra por entrar e de uma maneira geral de inicio não se gosta
começamos a ir por luto ou por droga de alguém que nos é querido.
O meu caso foi por luto que se foi arrastando até a um esgotamento quase que bati no fundo
e como pouca família tenho e não queria ver ninguém o   sofrimento ia se arrastando,
Mas não sei bem como me convidaram a ir á Quinta do Tomada aos Sem Abrigo Comunidade Vida e Paz ,
a receber-nos estava a Irmã Maria Gonçalves que dada as apresentações nos encaminhou
á pequena Capela onde estava o Santíssimo exposto, que se seguiu da celebração da Palavra.
A minha vida a partir desse dia iria mudar, nos últimos tempos eu pedia a Deus para chorar pois as lágrimas
tinham secado e nesse dia elas saltaram como por milagre e foi o principio de uma libertação.
Levei tempo a melhorar mas passei a ir todas as quintas feiras á comunidade ás vezes a Alvalade
outras á quinta do Espirito Santo mas na maioria a Tomada.
As semanas foram-se seguindo e fui continuando a melhorar já conseguia conduzir , as minhas irmãs de
caminhada iam recebendo o que podiam acabámos por levar o carro cheio dos mais variados produtos
de campo até de higiene, pois os residentes eram muitos, e tudo era necessário e também dinheiro
era-mos voluntárias de passagem por Torres Vedras levava-mos a Mariazinha que muito tem pedido e dado para a
Comunidade até aos dias de hoje.
A nossa chegada á Quinta era sempre igual alguns dos rapazes vinham até ao carro para nos ajudar com as compras
e de seguida íamos para a nossa oração na Capela onde nos encontrava-mos com os avós como todos chamavam
d Luísa e sr Manuel, que na reforma tinham repartido com os filhos e entrado com as suas despesas ali ficaram
a avó nas muitas costuras daquela grande família ele de tudo um pouco, lá vão ficar até ao final da vida,
na Quinta do Espirito Santo depois da Irmã Maria em 2006 ter saído, também nós na mesma data fomos
deixando de ir. mas ficou para sempre o dever da ajuda ao próximo foi o que tentei fazer enquanto tive saúde
sentia que Deus me dizia para ajudar e vivo bem a Oração Carismática, foi lá que fiz a Infusão do Espírito Santo
que só quem o fez sabe a Paz com que se fica, são momentos únicos na vida de um Carismático
        Manuela Mergulhão
 

sábado, 18 de agosto de 2012

Shah Jehan

O Amor  
Foi o responsável pela construção do Taj Mahal.

Embora na Índia, a fronteira entre a realidade e o mito seja, muitas vezes, imperceptível, de modo que nunca se sabe onde começa a realidade e termina o mito, esse mausoléu simboliza uma comovente história de amor. Diz a história indiana que o Taj Mahal foi construído em memória da mulher pela qual, um dia, Shah Jehan apaixonara-se: Mumtaz Mahal, “A escolhida do Palácio”.

Ela era apenas uma garota, quando ele caiu de amores por sua beleza, ao vê-la num mercado. Diz a lenda, que ela era tão linda que parecia uma imagem saída de uma miniatura persa. Depois de cortejá-la por algum tempo, casou-se com ela e a transformou em imperatriz e em sua conselheira. Mumtaz Mahal era venerada pelo povo, pois tinha especial carinho pelos pobres. Também era muito amada pelos poetas e artistas, em geral.

Depois de 19 anos de casados, ao dar à luz a seu décimo quarto filho, Mumtaz Mahal morreu de parto, deixando o esposo, inconsolável. Ela estava, na época, com 34 anos. Embora Shah Jahan tenha tido outras esposas, a sua predileta sempre foi Mumtaz Mahal, sua única e mais preciosa Jóia.

Durante dois anos, o imperador foi tomado pela mais forte tristeza, guardando um luto severo. Não usava jóias nem trajes suntuosos, recusava-se a ouvir música ou a participar de festas. A vida havia perdido o sentido para ele. Shah Jehan entregou o comando das campanhas militares a seus filhos, dedicando-se inteiramente à construção do Taj Mahal, mausoléu dedicado à esposa morta e construído sobre seu túmulo. O nome é, na verdade, uma abreviação do nome da sua amada: Mumtaz Mahal.

Diz a lenda que já pressentindo a chegada da morte, ela teria pedido ao imperador que construísse um monumento “à felicidade compartilhada”. Passado o período crítico de luto, pela morte da esposa, o imperador Shah Jehan tornou-se obcecado pela arquitetura. Compreendeu que os monumentos poderiam sobreviver à fugacidade do tempo, à fragilidade da vida humana. A parte mais famosa do mausoleu é a tumba de Mumtaz Mahal (Jóia do Palácio) com sua cúpula de mármore branco, mas também inclui mesquitas, torres e outros edifícios.

O imperador mongol deixou em Delhi obras fabulosas como a luxuosa sala das Audiências Públicas, com painéis de mosaico florentino em mármore negro e tetos de ouro e prata; a sala das Audiências Privadas, com tetos de ouro e prata e colunas filigranadas, onde se encontrava o famoso Trono do Pavão, comentado em todo o mundo. Ele também foi responsável pela construção de palácios, mesquitas, jardins e mausoléus.

Quando Shah Jahan ficou doente, seu filho Aurangzeb aproveitou de sua fragilidade para encarcerá-lo e ocupar o trono. Deixando-o em cativeiro até sua morte. Conta a lenda que ele passou os últimos dias de sua vida, olhando fixamente em um pequeno espelho o reflexo do Taj Mahal, e morreu com o espelho agarrado em sua mão. Hoje, os restos dos corpos de Shah Jehan e Mumtaz Mahal estão juntos, dentro de uma cripta, debaixo de uma cúpula branca, dentro do Taj Mahal.

Esse mausoléu ao mesmo tempo em que mostra a suntuosidade do amor, também deixa claro a insignificância e a brevidade da vida humana, diante de tudo que a rodeia.







terça-feira, 14 de agosto de 2012

Caminho devagar


CAMINHO DEVAGAR



Ando devagar

 porque já tive pressa.

 Hoje, sou mero companheiro das noites trovadoras,

 de amigos sem asas para voar,

 do simples acordar e sentir o rodar da terra.

 Com a pressa,

 perdi na estrada da vida

 as flores que as palavras tinham,

 a importância do chover para florir.

 Deixei que a saudade me sufocasse,

 os dias eram todos nublados

 e o arco-íris em tons de cinza.

 Sim! hoje ando devagar

 porque já tive pressa.

 E com este vagar, que hoje venero,

 vou apanhando todos as pedras que encontro no caminho

 para construir o meu próprio castelo.






domingo, 12 de agosto de 2012

Igreja da Misericórdia


A Pintura Quinhentista da Santa Casa da Misericórdia da Lourinhã.
A coleçãode pinturas do século XVI enriquecem o Museu de arte Sacra
Foram descobertas em 1 9 3 8 numa dependência do antigo Hospital.
Belissímas pinturas que representam São João Evangelista em Patmos
e São João Batista, procedentes do antigo convento de Vale Benfeito.
Um achado notável um dos conjuntos de arte antiga que existe fora dos museus
nacionais, em Portugal, um dos mais notáveis.
Através das duas dezenas de painéis que aí se encontram executados sobre madeira ou sobre tela.
que vieram do extinto Mosteiro Jerónimo, da ilha Berlenga fundada por D Maria, segunda mulher
de D Manuel.
Na Misericórdia tambem se encontram as quatro tábuas do antigo retábulo-mor do Mosteiro
de Vale Benfeito representando, a Imaculada Conceição,São Jerónimo o Julgamento da Santa Catarina
e Martírio de Santa Catarina.,e se devem ao pintor da Rainha D.Catarina de Autria ; Lourenço de Salzedo de(1577)
Vieram a constituir a base do  pintor cortesão que hoje se denomina MESTRE da LOURINHÂ.
Ao mesmo conjunto pertence uma Lamentação sobre o Corpo de Cristo que existe
na Igreja de São Leonardo da Atouguia da Baleia, vinda de Vale Benfeito.
A Diogo Teixeira e á sua oficina se deve a bonita pintura da Bandeira da Misericórdia
pintada em 1590 como os documentos o comprovam.
Sabe-se de discípulos de Teixeira nesta zona, como de seu genro Antonio Costa
que actua em retábulos de Igrejas no Cadaval e Carvalhal e as telas
de uma segunda bandeira, da Santa Casa da Misericórdia copiam o modelo Teixeiriano
da mesma data,e são atribuidas a seu genro.
Ainda se registam outras Tábuas (como um conjunto de Santos Apóstolos)
Obra de oficinas maneiristas do fim do século X V I embora menor qualidade
mas de grande interesse. .
.

I

As Férias

Depois de uma férias na praia com amigas, resolvi tirar férias da praia
pois estou finalmente a descansar.
Este ano fui andando numa roda viva em variadíssimos sítios
mas o Baleal é um sonho que conhecia de passeio, mas desta vez estreei-me
a desfrutá-lo caminhando nas suas areias finas e brancas as marés vazias destas manhas
de agosto tem estado magníficas, aproveitem- as bem.
O Baleal é na verdade uma ilha muito bonita.