quinta-feira, 25 de abril de 2013

Os amigos de infância são o que temos de mais grato.
Pudemos não nos termos visto por largos anos até quase não nos conhecermos; mas a amizade ficou bem funda volta a renascer com o reencontro, é o que me tem acontecido com os amigos que nos separamos na juventude por casamento outros p/la imigração, fomos nos perdendo mas ficaram no nosso coração. Esta é a Izaura não vi mais de quarenta anos a vida nos separou ela imigrou eu fiquei.
Não vivemos na mesma terra, mas sempre que pudemos estamos juntas aproveitamos os últimos tempos.
        Manuela
A  I
zaura

Somos convidados.

"Você é um convidado.
Deixe esta terra um pouco mais bonita,
um pouco mais humana,
um pouco mais amorosa,
com uma fragrância um pouco mais bela para aqueles que virão depois de você.
.¸¸.*´
[Osho

quarta-feira, 24 de abril de 2013

As pinturas

A pintura em tecido é sem dúvida aquela que me dá mais prazer felicidade, as aulas onde recriamos uma vez por semana os nossos gostos, com a nossa professora Rosário que nos transmite os seus muitos conhecimentos, os nossos trabalhos de principiantes nas suas mãos, em todos os retoques ficam a brilhar.
Bem acha professora por o tempo que dá de si ensinando do seu muito saber,  ajudando-nos a pintar,faço trabalhos pequenos com uma finalidade; são para oferecer.
  Manuela    




domingo, 21 de abril de 2013

Tenho saudades de Ti.

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
 sobre um fundo de manchas já da cor da terra
 - como são belas as tuas mãos
 pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram da nobre cólera dos justos…
 Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza que se chama simplesmente vida.
 E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da tua cadeira predileta,
 uma luz parece vir de dentro delas…
 Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
 como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
 Ah, como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das tuas mãos!
 E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos
Mário Quintana
Este belo poema faz-me recuar ao passado, rever o meu velho pai no seu cadeirão com uma expressão de tristeza e bondade ,quanta saudade tenho desses momentos ,de ouvir a sua  voz ter podido saber o porque das tuas palavras de despedida.
 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Flor de Lótus

A evolução da forma
Toda forma que vês
tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
permanece o original.
...
As belas figuras que viste,
as sábias palavras que escutaste,
não te entristeças se pereceram.

Enquanto a fonte é abundante,
o rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos
dois se detém?

A alma é a fonte,
e as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar
e sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.

Desde que chegaste ao mundo do ser,
uma escada foi posta diante de ti,
para que escapasses.
Primeiro, foste mineral;
depois, te tornaste planta,
e mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?

Finalmente foste feito homem,
com conhecimento, razão e fé.
Contempla teu corpo; um punhado de pó
vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
decerto hás de regressar como anjo;
depois disso, terás terminado de vez com a terra,
e tua estação há de ser o céu.

Passa de novo pela vida angelical,
entra naquele oceano,
e que tua gota se torne o mar,
cem vezes maior que o Mar de Oman.

Abandona este filho que chamas corpo
e diz sempre Um; com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.''

- Rumi
Poeta e místico sufi do século XIII

terça-feira, 16 de abril de 2013

Os filhos não são nossos.


Da minha passagem p/la vida recordo o nascimento da primeira filha depois de grande sofrimento, uma enorme alegria, num tempo de enorme crise com necessidades de toda a ordem a filha foi a maior bênção de Deus, era linda como devem ser aos nossos olhos todos os filhos, mas o primeiro tem um encanto natural e por muitos mais que venham a nascer, nunca será como ter nos braços o primeiro .

Manuela

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Meditação

Nem sempre nos damos conta que a carregamos connosco, mas, desde que somos vida, ela segue-nos de perto. Enquanto não somos tomados pela nossa, vamos assistindo e sentindo, em ritmo crescente ao longo da vida, às mortes de quem nos é querido. A morte de um amigo é como uma amputação: perdemos uma parte de nós; uma fonte de amor; alguém que dava sentido à nossa existência... porque despertava o amor em nós.
Mas não há sabedoria alguma, cultura ou religião, que não parta do princípio de que a realidade é composta por dois mundos: um, a que temos acesso direto e, outro, que não passa pelos sentidos, a ele se chega através do coração. Contudo, o visível e o invisível misturam-se de forma misteriosa, ao ponto de se confundirem e, como alguns chegam a compreender, não serem já dois mundos, mas um só.
Só as pessoas que amamos morrem. Só a sua morte é absoluta separação. Os estranhos, com vidas com as quais não nos cruzamos, não morrem, porque, para nós, de facto, não chegam sequer a ser.
Só as pessoas que amamos não morrem. O Amor é mais forte do que a morte. O sofrimento que se sente é a prova de uma união que subsiste, agora com uma outra forma, composta apenas de... Amor. Dói, muito. Mas com a ajuda dos que partem acabamos por sentir que, afinal, não fomos separados para sempre...
O Amor faz com que a nossa vida continue a ter sentido. A partida dos que foram antes de nós ensina-nos a viver melhor, de forma mais séria, mais profunda, de uma forma, inequivocamente, mais autêntica.
Devemos cuidar de todos os que amamos. Aos que partiram, porém, aquilo que lhes podemos dar é o amor àqueles que ficaram cá. Porque estes continuam a precisar de nós, do melhor de nós... e é sempre uma iniquidade quando um amor por quem partiu mata, em alguém, o amor por aqueles que ainda cá estão.
A morte ensina-nos que o Amor é perdoar mais do que vingar; consolar mais do que ser consolado; partilhar mais do que acumular; compreender mais do que julgar; dar, darmo-nos, oferecer o melhor de nós, mais do que termos o que sonhámos.
Não é difícil compreender que os nossos sentimentos e gestos são determinantes, não só para a nossa felicidade neste mundo, como também para a da outra vida, de que esta faz parte. Repousa em nós, calma e firme, a certeza de que a vida não se mede pela quantidade dos dias... mas pelo amor de que se foi autor e herói.
... Chorar a morte de um amigo é a prova de que a sua vida, aqui, teve valor e sentido. É o mesmo amor que nos deu alegria à vida que nos faz, agora, chorar... não desapareceu, está vivo. Habita-nos o coração.
Ficam as lágrimas choradas no silêncio do fundo de nós. Fica o silêncio onde se ama.
Fica a esperança, que é certeza, de que todo o carinho e ternura que ficaram por dar não se perderam... adiaram-se apenas.
Afinal, a mesma morte que leva os que amamos, também nos levará a nós... será pois uma simples questão de tempo até que possamos abraçar e beijar aqueles a quem, agora, disso a morte nos impede.
No fundo do nosso coração, bem mais fundo do que a morte em nós, está Deus.
A Deus peço a confiança na eternidade do Amor; a Deus peço que ajude os que neste momento sofrem a dor do espinho que a morte crava; a Deus peço que me continue a ensinar e a ajudar a Amar com todas as forças de que sou capaz. A-Deus.
Pub      Padre Luís Borga.