domingo, 24 de fevereiro de 2013

Chuva


CHUVA

 

Oiço-te lá fora.

 Já sabia que estavas lá fora,

mas foi o silencio da noite que me relembrou.

 Não foste discreta!

Queres saber?

Adoro ouvir-te

 Adoro ouvir-te quando bates nos meus vidros

 Adoro ouvir-te quando cais nas folhas das árvores, quando te diluis nos rios,

Adoro ouvir-te quando escorregas pelo telhado, quando és empurrada pelo vento

 Adoro ouvir-te

 Mas vou-te contar um segredo:

 Mais do que te ouvir…adoro sentir-te!
Nas minhas mãos.

 

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