É um das melhores ilustrações da arquitectura do período
romântico em Sintra. O edifício original foi construído no século XVIII e
imitava um castelo medieval.
Propriedade da família Mello e Castro, o Palácio foi alugado a Gerard DeVisme, no final do mesmo século. O arrendatário mandou erguer um palacete de estilo neo-gótico, que foi mais tarde habitado pelo escritor inglês William Beckford. O edifício esteve depois abandonado até meados do século XIX, quando Francis Cook entregou o projecto de reconstrução ao arquitecto James Knowles Jr., em 1858. O edifício adquiriu então o seu aspecto actual, constituindo um dos mais interessantes exemplos do Romantismo em Sintra.
Propriedade da família Mello e Castro, o Palácio foi alugado a Gerard DeVisme, no final do mesmo século. O arrendatário mandou erguer um palacete de estilo neo-gótico, que foi mais tarde habitado pelo escritor inglês William Beckford. O edifício esteve depois abandonado até meados do século XIX, quando Francis Cook entregou o projecto de reconstrução ao arquitecto James Knowles Jr., em 1858. O edifício adquiriu então o seu aspecto actual, constituindo um dos mais interessantes exemplos do Romantismo em Sintra.
Os jardins circundantes
receberam espécies vindas de todo o Mundo e foram organizados por áreas
geográficas, reflectindo as diversas origens das plantas e compondo cenários ao
longo de caminhos sinuosos, por entre ruínas, recantos, lagos e cascatas. É assim,
sobretudo graças à intervenção programática do paisagista William Stockdale, do
botânico William Neville e do mestre jardineiro James Burt e, acima de tudo, ao
espírito romântico de Francis Cook, que podemos hoje encontrar no Parque de
Monserrate cenários contrastantes que, ao longo de caminhos sinuosos por entre
ruínas, recantos, lagos e cascatas sugerem o domínio da Natureza sobre o Homem,
ao mesmo tempo que nos permitem o contacto com ancestrais fetos arbóreos e
araucárias, agaves e palmeiras que recriam um cenário do México, camélias,
azáleas, rododendros e bambus, lembrando um jardim do Japão. Nesta aparente
desordem, espécies espontâneas da região como os medronheiros de porte arbóreo,
os já muito raros azevinhos e os imponentes sobreiros pontuam e complementam a
magnífica paisagem.
O Governo Português
adquiriu a propriedade e o Palácio em 1949. Depois de objecto de profundas
obras de restauro, o Palácio reabriu no Verão de 2010.

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